Sandro Hiroshi Parreão Oi apareceu como uma das grandes promessas do futebol brasileiro no fim dos anos 1990. Atacante veloz, finalizador apurado e presença de área, ele se destacou no São Paulo, clube que ajudou a conquistar títulos estaduais e projetou sua carreira como protagonista no cenário nacional.
Natural de Araguaína, no Tocantins, Hiroshi iniciou a carreira em 1998 no Tocantinópolis e se destacou no Rio Branco, em Campinas, antes de chegar ao Tricolor. Entre 1999 e 2002, disputou quase 90 jogos pelo clube.
No São Paulo, formou dupla de ataque com França em parte da passagem. Conquistou o Campeonato Paulista de 2000, o Torneio Rio-São Paulo de 2001 e o Supercampeonato Paulista de 2002. O auge, porém, teve início em 1999.
O caso que mudou os rumos do Brasileirão
A partir de 1999, o nome de Hiroshi passou a figurar em investigações envolvendo disputas judiciais entre clubes formadores. Surgiram acusações de adulteração de dados em sua documentação, o que levou a suspensão preventiva e a uma punição de 180 dias pelo STJD.
As consequências foram históricas: o São Paulo teve pontos retirados, houve tentativa de rebaixamento que foi revertida judicialmente, e o Gama acionou a Justiça Comum. O episódio contribuiu para a criação da Copa João Havelange em 2000.
Tentativas de continuidade no Brasil e no exterior
Depois do São Paulo, Hiroshi atuou pelo Flamengo em 2002, com passagem discreta, e pelo Figueirense em 2003, vencendo o Campeonato Catarinense. Ainda em 2003, foi para o Al-Jazira, dos Emirados, e retornou ao Brasil para jogar pelo Guarani.
A partir de 2005, consolidou parte da carreira na Coreia do Sul, atuando pelo Daegu FC, Chunnam Dragons e Suwon Bluewings. Conquistou várias edições da Copa da Coreia do Sul e o Pan-Pacífico de 2009.
Fim de carreira e vida após os campos
Nos anos finais, Hiroshi retornou ao Brasil e jogou por América-RN, Santo André, Red Bull Brasil e Rio Branco, encerrando a carreira em 2013. Não recuperou o protagonismo inicial, mas manteve uma presença marcante no exterior.
Hoje, Sandro Hiroshi mora em Americana (SP) e atua como empresário ligado ao esporte. Mantém vínculos com o negócio familiar no setor comercial e aparece esporadicamente em entrevistas sobre o passado no São Paulo.
Entre na conversa da comunidade