O Remo retorna à Série A do Brasileirão após 32 anos, marcado por uma fase de reestruturação administrativa e esportiva. A promoção veio na temporada 2026, consolidando o clube no topo da pirâmide nacional e abrindo caminho para metas sul-americanas.
O presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, descreve o momento como de busca por algo a mais. Em entrevista ao Lance!, ele destacou a intenção de se manter na elite e disputar Sul-Americana, com apoio da torcida após a vitória sobre o Bragantino.
Tonhão, aos 63 anos, acumula passado dentro do clube. Foi vice-presidente em 2005, quando o Remo conquistou a Série C, e hoje dirige o clube pela segunda vez. Cada função contribuindo para o retorno à Série A.
Anos de reforma administrativa
A ascensão do Remo à elite ocorre num amplo processo de reformulação. Nos últimos anos, o clube passou por dívidas, ajustes financeiros e profissionalização para solventar déficits históricos, pavimentando o retorno esportivo.
Em 2019, o Remo enfrentou dívidas trabalhistas elevadas. Fábio Bentes, que liderou a reformulação, lembra que a folha crescia muito acima da realidade do clube, mas que o planejamento atual reduziu custos drasticamente.
Bentes ressalta a mudança de patamar financeiro: de uma folha de algo próximo de um salário de mês de jogador para hoje, com estrutura estável, o que reforça a capacidade de manter o elenco na Série A.
Estrutura e infraestrutura
Além da gestão, o Remo investe em infraestrutura. Em 2019 nasceu o Núcleo Azulino de Saúde e Performance (NasP), com academia, fisioterapia e consultórios médicos, entre outros recursos modernos.
O Banpará Baenão, estádio do clube, passou por reabertura e modernização. Mesmo com obras, o Remo manterá o Mangueirão como casa principal na Série A, usando o Baenão apenas quando houver conflitos de datas.
A diretoria quer ampliar a estrutura para sustentar o retorno à elite e manter o clube estável financeiramente, com metas definidas para a temporada inaugural na Série A.
Entre na conversa da comunidade