O treinador Zubeldía analisa o que define uma camisa 10 no futebol brasileiro e na Argentina. Em entrevista, ele posiciona Ganso no Fluminense como dono da função, ao lado de Lucho Acosta, apontando que nem todo atleta que veste o número cumpre o papel criativo clássico. A reflexão se estende aos históricos de outros clubes, como Santos e Botafogo.
Zubeldía afirma que no Brasil há menos camisas 10 disponíveis do que se imagina. Segundo ele, muitos jogadores que usam o número atuam mais como pontas ou atacantes. Citando exemplos, ele cita Savarino, Luciano e nomes que já trabalharam com ele, destacando que a função envolve criação e organização de jogadas, não apenas o número.
Camisas 10 na seleção argentina
Na seleção argentina, o cenário também não é simples, segundo o treinador. De Paul atuava como 10 nas categorias de base do Racing, Paredes no Boca, Mac Allister no Argentinos Juniors e Messi, claro, em posição de destaque. A diferença, para ele, é que a essência de cada jogador muda conforme o contexto e a formação.
Mac Allister, hoje no Liverpool, retorno a vestir a 10, mas costuma atuar mais recuado. A percepção de jogo no Brasil, segundo Zubeldía, tende a privilegiar pontas de mão e ataque, o que reduz a presença de criadores puros na posição tradicional. A lógica aponta para mudanças de função conforme o clube e a liga.
O Fluminense tem compromisso neste domingo. A equipe enfrenta o Botafogo pelo Campeonato Carioca, às 20h30 (horário de Brasília). O duelo marca a continuidade da avaliação de peças que podem compor o meio-campo criativo na visão do técnico argentino.
Os desdobramentos do debate sobre a camisa 10 ajudam a entender a formação de elenco no Brasil e na Argentina. Enquanto o Brasil amplia a diversidade de estilos de ponta, a Argentina mantém uma tradição de jogadores com perfil criador em diferentes fases da carreira.
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