A CBF divulgou neste domingo (1) um esclarecimento oficial sobre a expulsão de Jorge Carrascal, do Flamengo, na Supercopa Rei 2026. O lance ocorreu no intervalo do primeiro tempo, após o colombiano ter acertado o rosto de Breno Bidon com o braço.
A entidade explicou que o cartão vermelho foi aplicado apenas após o retorno dos times para o segundo tempo, quando o árbitro Rafael Klein consultou o VAR. A decisão ocorreu após revisão do lance, com as imagens disponíveis à época consideradas inconclusivas no momento do intervalo.
No placar final, o Corinthians venceu o Flamengo por 2 a 0 e conquistou o bicampeonato da competição. A CBF registrou que a arbitragem seguiu os protocolos internacionais durante a intervenção do VAR.
Intervenção do VAR e atuação da arbitragem
Segundo a nota, imagens adicionais surgiram durante o intervalo, permitindo a conclusão de que houve infração passível de expulsão. A queda de energia elétrica atingiu diversas áreas do estádio, inclusive a VOR, na sala do VAR.
O sistema de contingência, com no-break, manteve o funcionamento do VAR por cerca de 15 minutos. A energia não foi restabelecida de imediato, o que resultou na ausência de revisão entre os 15 e 34 minutos do segundo tempo.
A CBF afirmou que a arbitragem atuou conforme os protocolos, com comunicação aos capitães e aos treinadores das duas equipes. A entidade assegurou que as decisões em campo seguiram as Regras do Jogo, sem prejuízo técnico ou esportivo à partida.
Núcleo normativo aplicado
A nota cita que o Livro de Regras 2025/26 permite revisão após o reinício apenas em casos específicos, como erro de identificação ou infração violenta. O documento também descreve os procedimentos do protocolo VAR em situações de paralisação e reinício.
Conforme o regulamento, a revisão pode ocorrer apenas nessas hipóteses, mantendo a atuação do árbitro dentro dos parâmetros oficiais. A CBF, porém, reforça que as decisões tomadas seguiram as regras vigentes para o confronto.
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