O lançamento do W17, Mercedes, ocorreu nesta segunda-feira, 2 de janeiro, durante evento oficial de apresentação do carro da temporada de F1. A equipe revelou o modelo de 2026 e aproveitou a ocasião para esclarecer a situação envolvendo uma brecha regulatória relacionada à taxa de compressão dos motores. A escuderia afirma que a unidade está dentro das regras.
Toto Wolff, chefe da Mercedes, afirmou que a equipe não concorda com críticas de rivais e rebateu ações que considere confidenciais, como mensagens ou cartas encaminhadas à FIA. O dirigente disse que houve cooperação positiva com a entidade reguladora e que o regulamento está claro quanto à taxação da compressão.
A discussão envolve a taxa de compressão geométrica dos cilindros. O regulamento permite até 16 para 1, com possível interpretação contrastante quando a medição ocorre em temperatura ambiente. A Mercedes sustenta que sua unidade de potência é legal e em conformidade com o texto regulatório, conforme avaliação da FIA.
A polêmica ganhou contornos adicionais com as cobranças de Ferrari, Audi e Honda para que a FIA esclareça mudanças que indiquem irregularidades. Segundo fontes próximas, a FIA poderá realizar reuniões para discutir o tema ainda nesta semana. A Mercedes destacou tranquilidade quanto aos testes já realizados.
Segundo a equipe, o motor para 2026 passou por verificações e análises, mantendo a confiabilidade demonstrada nos primeiros treinos em Barcelona, com carros pilotados por George Russell e Andrea Kimi Antonelli. A escuderia mantém a expectativa de competir em posição de destaque na temporada.
Entenda a polêmica
O foco é a área cinzenta do regulamento, relacionada à medição da taxa de compressão em condições específicas de teste. A ideia é que variações de temperatura e métodos de verificação possam elevar a valor aparente sem violar o texto regulatório. A FIA e as equipes devem discutir o tema em reuniões programadas para esta semana.
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