O Corinthians fechou acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para quitar uma dívida com a União que se arrasta há cerca de 20 anos. O acordo envolve tributos não previdenciários, débitos da Previdência Social e novidades ligadas ao FGTS, com desconto e parcelamento do débito. A proposta, apresentada em 2024, foi alvo de negociações intensas até chegar a um entendimento que abrange todo o passivo.
Segundo a PGFN, o clube desembolsará R$ 679 milhões em recursos próprios, após redução de 46,6% sobre encargos, multas e juros. O cronograma prevê prazos diferentes para as parcelas não previdenciárias e previdenciárias, com condições específicas para cada grupo de débitos.
Para o FGTS, o Corinthians aderiu ao modelo da Caixa, com redução superior a 30% e parcelamento em até 60 vezes. Já as contribuições sociais, previstas na Lei Complementar 110/2001, terão pagamento integral em parcela única, com abatimento de 70% sobre encargos. A garantia será fornecida pelos repasses do Timemania, com possibilidade de uso para quitar parcelas em atraso.
O acordo inclui ainda o Parque São Jorge, sede social do clube, avaliado em R$ 602,2 milhões, entre os bens vinculados à negociação. A PGFN informou que a regularidade fiscal futura do clube será acompanhada para assegurar o cumprimento dos termos.
A notícia foi inicialmente publicada pelo SBT e confirmada pelo Lance!. Em outubro de 2025, o Corinthians havia registrado déficit que elevou a dívida bruta a R$ 2,7 bilhões, incluindo R$ 655 milhões referentes ao financiamento com a Caixa pela Neo Química Arena. No futebol, o resultado operacional foi negativo em R$ 37,4 milhões no período citado.
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