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Polêmica envolve injeções no pênis feitas por atletas do salto de esqui

Wada investiga denúncias de injeção de ácido hialurônico no pênis por atletas de salto de esqui em busca de vantagem aerodinâmica; relatório é aguardado

Atletas do salto de esqui poderiam obter vantagens competitivas por conta da aerodinâmica dos trajes, caso injetassem ácido hialurônico no pênis (Foto: AFP)
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A Agência Mundial Antidoping (Wada) deve abrir investigação sobre denúncias de que atletas de salto de esqui estariam injetando substâncias no pênis para obter suposta vantagem competitiva, durante as Olimpíadas de Inverno que começaram ontem, na Itália. A prática seria destinada a melhorar a aerodinâmica por meio de maior superfície de contato com o ar.

Segundo as acusações, o objetivo seria ampliar a circunferência do membro, o que, em teoria, influenciaria a planagem durante os saltos. As alegações mencionam uso de ácido hialurônico, aplicado de forma controlada em ambiente restrito, com a atleta utilizando apenas cueca elástica.

De acordo com o The Guardian, dois medalhistas olímpicos da Noruega, Marius Lindvik e Johann André Forfang, teriam sido suspensos por três meses no ano passado por ajustes nas costuras dos trajes na região da virilha durante o Campeonato Mundial de Esqui de 2025. A reportagem não confirma se houve relação com as novas denúncias.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a veracidade das denúncias. A Wada informou que a investigação está em curso e que um relatório deve ser apresentado nas próximas semanas. A apuração envolve análises de dados de trajeto, vestuário e possíveis ajustes de equipamentos.

O ácido hialurônico não consta na lista de substâncias proibidas pela Wada, segundo informações divulgadas pela imprensa. Em termos médicos, a substância pode aumentar a circunferência peniana em até dois centímetros, dependendo do procedimento e do profissional.

A Sociedade Brasileira de Urologia já havia alertado, em março de 2025, sobre riscos desse tipo de intervenção. Em comunicado, a entidade destacou possíveis complicações como infecções, irregularidades e até necrose de tecidos quando manipulada inadequadamente.

Segundo a nota, mesmo com profissionais qualificados, o engrossamento peniano envolve riscos de disfunção erétil, fibrose peniana e comprometimento da função urinária. A entidade também enfatizou que não há garantia de resultados estáveis, mesmo sob orientação médica.

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