Botafogo encerrou nesta sexta-feira (20) o processo de demissões da SAF, que teve início há duas semanas. Aproximadamente 50 profissionais foram desligados, conforme apuração do Lance!. As dispensas aconteceram mais intensamente no departamento de futebol, e não há previsão de novos cortes.
A medida faz parte de um plano para reduzir a folha salarial em cerca de 11 milhões de reais ao longo de um ano. A gestão interna aponta eficiência operacional como objetivo central, além da busca por maior foco e resultados na estrutura esportiva.
Os cortes atingiram a football operations de forma gradual, com notificações a profissionais das categorias de base e do futebol feminino na quinta-feira (19). Vários nomes relevantes deixaram o projeto da SAF, incluindo o coordenador de scout Raphael Rezende e o auxiliar permanente Cláudio Caçapa.
Contexto estratégico e financeiro
A direção do Botafogo tem sinalizado a necessidade de reduzir custos para 2026, citando uma das folhas salariais mais altas do Brasil entre 2024 e 2025. Além dos cortes, a gestão tem lidado com atrasos em direitos de imagem e FGTS.
Em fevereiro, o clube recebeu empréstimo de empresas parceiras de John Textor, o que possibilitou contornar um transfer ban da Fifa ligado à dívida com o Atlanta United pela compra de Thiago Almada. A reestruturação é apresentada como um esforço para estabilizar as finanças e apoiar investimentos no Departamento de Futebol.
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