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Vasco busca soluções táticas sem Coutinho

Sem Coutinho, Diniz reconfigura o Vasco: Nuno Moreira e Johan Rojas ganham protagonismo, com ajustes táticos para manter a criação coletiva

Coutinho jogador do Vasco durante partida contra o Chapecoense (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/GazetaPress)
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A saída de Philippe Coutinho deixa o Vasco sem uma referência técnica central. O time precisa encontrar outras vias de criação e manter a performance sem depender de um único jogador. Diniz deve reconfigurar a montagem para manter a posse com aproximação e trabalho coletivo.

Sem Coutinho, o Vasco deve buscar o “homem livre” em vez do craque. A primeira solução é colocar Nuno Moreira por dentro, recebendo entre linhas, girando o corpo para frente e conectando o triângulo com os pontas. Ele encurta trajetórias para o último passe.

Johan Rojas surge como alternativa de perfil mais vertical. O colombiano pode atuar como conector, acelerando quando a defesa adversária ajusta o fundo central. O objetivo é variar o ritmo da construção e manter a transição entre blocos.

A ideia é alternar entre dois desenhos sem perder a identidade. Em um 4-3-3, Mendes e Barros sustentam a circulação para os pontas atuarem por fora e por dentro, com Nuno ou Rojas compondo o terceiro jogador criativo. A função do 10 fica diluída.

Quando necessário, entra o 4-4-2 ou 4-5-1, com um ponta recuando para formar segunda linha e fortalecer o meio. O ajuste reduz o risco de posse desorganizada após recuperação, aumenta opções curtas e facilita passes de apoio.

No ataque, a chegada de Spinelli amplia a presença na área. Ele facilita que um atacante como Brenner recue para a associação, enquanto os pontas atacam a última linha, criando finalizações sem depender do brilho individual.

Há ainda um cenário mais audacioso, o 4-2-4, com Barros e Mendes mantendo a saída de bola por dentro, Brenner e Spinelli no meio e Andrés ou Hinestroza nas faixas. Exige cuidado com a transição, mas pode pressionar o adversário em casa.

Em resumo, sem Coutinho o Vasco perde a referência central, mas ganha flexibilidade tática. O técnico encontra opções para que a criação surja do coletivo, mantendo a identidade do time. O objetivo é 2026 com mais movimentos que dependam do grupo.

Pitaco do Guffo: Gustavo Fogaça desenvolve essas linhas na coluna do Lance, explorando como o Vasco pode sustentar a ideia de jogo sem o camisa 10. As análises ajudam a entender as possibilidades táticas e a variação de modelos para a equipe.

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