Tara Moore, tenista britânica e ex-nº 1 de duplas, processa a WTA em US$ 20 milhões. A ação alega que a sanção de quatro anos por doping foi injusta e que a organização falhou ao alertar jogadoras sobre o risco de contaminação por carne. O caso envolve a suspensão de 2022 e a subsequente contestações legais.
A britânica, de 33 anos, foi impedida de competir após um teste positivo para boldenona e nandrolona em Bogotá, cidade na Colômbia. Moore sustenta que o resultado se deveu ao consumo de carne contaminada, não ao uso de substâncias proibidas. A defesa aponta falhas na comunicação de riscos.
Em 2024, um painel considerou Moore inocente, e a suspensão foi revogada temporariamente, entre 2024 e julho de 2025. A ITIA recorreu à CAS, que anulou a decisão e impostou nova sanção, válida até dezembro de 2027, descontando 19 meses da punição anterior.
Processo contra a WTA
Enquanto persiste a sanção, Moore move ação civil nos EUA buscando cerca de US$ 20 milhões. O argumento central é a falha da WTA em alertar sobre contaminação por carne durante Bogotá, diferente de outros torneios onde já houve aviso oficial. A defesa afirma que, se o alerta fosse dado, a jogadora evitaria a carne e manteria a carreira.
A equipe jurídica de Moore afirma que as autoridades, em especial a ITIA, teriam tratamento diferenciado a atletas de destaque. A WTA informou, por meio de comunicado ao The Guardian, que responderá pelos meios legais cabíveis e que a arbitragem foi conduzida por umpire neutro, sem fundamentos para anular a decisão. A ITIA não respondeu ao pedido de comentário.
Entre na conversa da comunidade