Keegan Palmer, bicampeão olímpico de skate, se vê à vontade no Brasil. O australiano destacou a influência do país no seu estilo e na formação ética do esporte, especialmente pela relação com o skate brasileiro.
A convivência começou na infância, quando Palmer passava longas temporadas na casa da família Barros. Pedro Barros e seu pai cuidaram dele desde cedo, oferecendo inspiração para o futuro no skate. Palmer retribuiu em parceria histórica nos Jogos de Tóquio.
No Japão, Palmer levou o ouro na estreia olímpíca do skate, enquanto Barros ficou com a prata. A dupla comemorou o feito como símbolo de uma amizade que ultrapassa fronteiras, fortalecendo laços entre atletas de diferentes continentes.
Conexões com o Brasil
Ao falar sobre a passagem pelo país, Palmer ressaltou a importância do skate brasileiro em sua trajetória. Ele afirmou que muito do seu jeito de andar veio da estética e do jeito de treinar dos brasileiros, mesmo antes de se tornar atleta olímpico.
Além do esporte, o ambiente brasileiro o conquistou pela cultura, incluindo a culinária e o funk. Em conversa com o Lance!, o skatista brincou que não precisa de muito para dar passos de dança por aqui, especialmente ao som de batidas brasileiras.
Clube do coração e momentos marcantes
Palmer ganhou uma camisa do Vasco da Gama durante uma viagem ao Rio de Janeiro, o que o levou a assumir o clube como paixão. Durante o STU Pro Tour de 2024, ele apareceu vestindo o uniforme cruzmaltino, viralizando nas redes.
Depois dessa influência, ele reforça o vínculo com o Brasil como parte de sua identidade esportiva e cultural. O atleta afirmou que continuará vestindo o Vasco sempre que estiver no Rio, mantendo a ligação com o país.
Olhar para o futuro
Agora, Palmer chega como um dos favoritos ao Mundial de Skate em São Paulo, competição que soma pontos importantes para o ranking e a vaga olímpica. Ele acredita na qualidade de rivais brasileiros, como Gui Khury, que podem desafiá-lo.
Mesmo com dois ouros no currículo, o skatista disse que pretende manter o foco e aproveitar o ciclo até Los Angeles. O objetivo é manter o ritmo competitivo sem excesso de pressão, como parte da preparação para as próximas etapas.
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