Dorival Júnior foi determinante para a permanência do volante André no Corinthians. Em meio a rumores de venda, o técnico foi claro sobre não concordar com a transferência da jovem promessa de 19 anos. A decisão ocorreu após a eliminação para o Novorizontino.
Antes do jogo, o clube recebeu uma proposta do Milan avaliada em 15 milhões de euros fixos, mais 2 milhões em metas, por 70% dos direitos econômicos de André. O total poderia render cerca de R$ 103 milhões ao Timão, parcelados em três anos.
Entorno financeiro e bastidores
A negociação já gerava debate entre diretoria e departamento de futebol. Enquanto a cúpula via potencial caixa com a venda, Dorival defendia o valor técnico do atleta, considerado de reposição complexa. O treinador pediu que a diretoria não avançasse.
O Corinthians enfrenta dívida estimada em R$ 2,8 bilhões, o que incentivava a diretoria a considerar propostas mais altas. O presidente Osmar Stabile, após ouvir Dorival, reconheceu o risco técnico de vender o jogador abaixo do que pode render.
Perspectiva e próximos passos
Stabile avalia que propostas na casa de 25 milhões de euros por 70% podem surgir até a janela de meio de ano. Com André valorizado, novas abordagens devem ocorrer e o jogador permanece com prioridade no elenco.
A tendência é de André iniciar como titular na partida contra o Coritiba, nesta quarta-feira, na Neo Química Arena, pela quinta rodada da Série A. O caso segue em avaliação entre diretoria, comissão técnica e entorno do clube.
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