Gilmar dos Santos Neves, conhecido como Gilmar, foi um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro e ídolo do Corinthians na década de 1950. Sua atuação impressionou pela segurança e elegância entre os postes.
No Corinthians, Gilmar atuou entre 1951 e 1961, disputando 396 jogos com a camisa alvinegra. O time venceu 246 partidas, teve 73 empates e 77 derrotas, num aproveitamento próximo de 68%.
A estreia ocorreu em 26 de maio de 1951, em amistoso contra o Madureira, que o Timão venceu por 8 a 2. Nas primeiras partidas ele alternou entre titular e reserva, ganhando a confiança da comissão técnica após uma derrota para a Portuguesa.
Carreira no Corinthians
A partir de 1952, Gilmar consolidou-se como titular, tornando-se referência entre os goleiros. Esse período marcou a consolidação de uma das eras mais vitoriosas do clube.
Entre os títulos, destacam-se três Campeonatos Paulistas (1951, 1952 e 1954). O Paulista de 1954 celebrou o IV Centenário da cidade de São Paulo, com Gilmar sendo chamado de supremo guardião do campeão do quarto centenário.
O Timão também venceu dois Torneios Rio-São Paulo (1953 e 1954), além de conquistar a Pequena Taça do Mundo de 1953 e o Torneio Internacional Charles Miller de 1955, ampliando a galeria de conquistas da geração.
Seleção Brasileira
O desempenho no clube abriu caminho para a Seleção Brasileira, da qual Gilmar tornou-se titular. Ele disputou três Copas do Mundo e foi o arqueiro titular nas vitórias de 1958 e 1962, tornando-se bicampeão mundial.
Última etapa no Corinthians
A despedida ocorreu em 16 de agosto de 1961, em jogo contra o Santos pelo Campeonato Paulista. Depois de dez anos no clube, transferiu-se para o Santos, onde continuou vitorioso ao lado de Pelé.
O legado de Gilmar no Corinthians permanece marcado na história do clube, ao lado de uma das gerações mais importantes do futebol brasileiro. Suas atuações ajudaram a moldar a identidade vencedora do Timão na era dos anos 1950.
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