O Botafogo vive uma fase de crise sob o comando de Martín Anselmi, com o elenco em queda de rendimento e resultados ruins no Brasileirão. A organização sofre pela ausência de regularidade e pela carência em posições-chave do futebol ofensivo e de criação. A atuação recente evidencia que o problema não é apenas o acaso, mas o plantel.
Contratado no segundo semestre de 2025, Neto não correspondeu às expectativas, escorando derrotas para Grêmio e Fluminense. A queda de desempenho ganhou contorno na derrota para o Flamengo, pelas quartas de final do Carioca, quando o espaço do jogador no time acabou minimizado.
Léo Linck, antes considerado titular, perdeu espaço após falhas em decisão com o Barcelona-EQU que valia vaga na fase de grupos da Libertadores. A mudança sinaliza ajuste em busca de soluções para o setor ofensivo com o técnico à frente do elenco.
Ofensivamente, o Botafogo produz pouco: dos 22 gols marcados no ano, apenas seis nasceram de jogadores do terço final. Matheus Martins marcou dois, Artur dois, Arthur Cabral um e Joaquín Correa um. Cada atleta apresenta pontos a melhorar no desempenho.
Matheus Martins sofre com a falta de faro de gol; Artur precisa evoluir taticamente; Arthur Cabral carece de confiança como centroavante; Correa demanda maior intensidade para a evolução coletiva. O quadro aponta lacunas claras no ataque.
O time volta a campo nesta quarta-feira (18), fora de casa, contra o Palmeiras, pela sétima rodada do Brasileirão. A partida pode representar oportunidade de reversão do momento, em confronto direto com um rival forte e que também disputa a parte de cima da tabela.
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