Aos 25 anos, Mateus Herdy garantiu vaga na elite do Circuito Mundial de Surfe (WSL) para 2026, após seis anos de frustrações. O catarinense, que aprendeu a surfar em Joaquina, em Florianópolis, superou dificuldades financeiras e quase abandonou o sonho de competir.
Ao longo da trajetória, Herdy enfrentou a perda de patrocínio e lesões, mantendo a esperança acesa desde o título mundial júnior de 2018. Em meio a campeonatos difíceis, o brasileiro persistiu na disputa pela classificação ao Championship Tour (CT).
No momento da confirmação, o surfista vivenciou um alívio intenso, que abriu caminho para estrear no CT. A vaga surgiu após a decisão em uma bateria decisiva na qual a vaga dependia de resultados de outros concorrentes.
Trajetória e desafios
A busca pelo CT envolveu mais de 100 atletas disputando uma das 10 vagas no Challenger Series. Herdy chegou a liderar em Haleiwa, no Havaí, mas ficou na vice-liderança, o que adiou o sonho de entrar na primeira divisão por anos.
Além de performance, questões extracampo pesaram. Foram períodos sem patrocínios, contestações internas e a pressão de manter o nível competitivo diante de adversários nacionais e internacionais.
A estreia no CT e próximos objetivos
A estreia de Herdy acontece em Bells Beach, na Austrália, entre 31 de março e 10 de abril. O objetivo imediato é confirmar-se entre os melhores e manter o ritmo ao longo da temporada.
Entre planos para 2026, o brasileiro mencionou o desejo de vencer no Saquarema, Rio de Janeiro, em prova com grande torcida brasileira, destacando a importância de atuar bem em casa para consolidar o desempenho.
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