O Palmeiras cobra maior controle de Abel Ferreira por atitudes à beira do gramado, mesmo com o técnico mantendo respaldo interno. As ações do treinador durante as partidas resultam em reclamações, cartões e expulsões que preocupam a direção.
Apesar de apoio de Leila Pereira, Anderson Barros e da cúpula da Academia de Futebol, o clube busca equilíbrio em momentos decisivos. A cobrança ocorre de forma discreta, longe dos holofotes, no centro de treinamento.
Internamente, o tema é tratado como prioridade por cobrar menos impactos no planejamento da equipe. Puxões de orelha chegam ao técnico, mas não há sanções formais como multas ou suspensões.
Após o clássico contra o São Paulo, Abel seguiu para Portugal e terá folga ampliada durante a Data-Fifa para acompanhar a família. Retorno está previsto para sábado.
Novo julgamento marcado
A expulsão no Choque-Rei abriu caminho para uma denúncia no STJD. Abel pode ser enquadrado no artigo 258 do CBJD, que trata de conduta contrária à disciplina ou à ética esportiva.
A procuradoria do tribunal sustenta reincidência do treinador, enquanto o Palmeiras argumenta que ele tem sido utilizado como bode expiatório em discussões sobre arbitragem. O clube defende tratamento equivalente ao de dirigentes que pressionam árbitros.
Este é o 19º processo de Abel no STJD. Até agora, ele foi absolvido em sete casos e condenado em dez, com três reversões. O novo julgamento está previsto para abril.
Em 2026, o técnico acumula três expulsões, uma no Campeonato Paulista e duas no Brasileirão, incluindo o clássico contra o São Paulo. Também deixou o campo diante de Capivariano e Fluminense.
Desde a chegada ao Palmeiras, em outubro de 2020, Abel soma 13 expulsões e ao menos 30 cartões amarelos, números que alimentam o debate interno sobre o comportamento dele.
Como consequência imediata, Abel não estará no banco na próxima partida do Palmeiras, contra o Grêmio, marcada para quinta-feira (2), às 21h30, na Arena Crefisa Barueri.
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