A ministra do esporte da França, Marina Ferri, criticou a nova política de gênero anunciada pelo COI. Ela classificou como retrocesso a reintrodução de testes de sexo para determinar a elegibilidade de atletas femininas, reforçando que a medida levanta dúvidas éticas, legais e médicas. A dirigente destacou que a França não apoia a generalização desses testes, que teriam impacto direto nas mulheres.
Ferrari afirmou, em comunicado divulgado nesta sexta-feira, que os testes levantam questões relevantes, especialmente diante da legislação francesa. Ela lembrou que tais procedimentos foram abandonados no país em 1999, após acordo da comunidade científica sobre a sua pouca relevância prática, e classificou a nova política como um recuo.
Posições e implementação da política
O COI informou que a nova regra valerá para todas as competições oficiais a partir dos Jogos de Los Angeles 2028, abrangendo modalidades individuais e coletivas. A ideia é determinar elegibilidade pela presença do gene SRY, ligado ao desenvolvimento masculino, com métodos de coleta menos invasivos, como saliva ou sangue.
Kirsty Coventry, presidente do COI, explicou que atletas de países onde o teste de gênero é proibido poderão ser testadas em outras jurisdições. Segundo ela, a implementação será gradual, permitindo tempo para avaliação do processo durante as próximas competições.
Detalhes técnicos e fundamentos
A política afirma ter embasamento científico, com estudos conduzidos pela diretora de saúde e ciência do COI, Jane Thornton. O COI afirma que o teste de SRY servirá como critério único de elegibilidade para a categoria feminina, em todas as modalidades olímpicas.
Entre as vozes de apoio ao COI estão entidades que defendem um critério único de elegibilidade para evitar disputas de gênero. O tema continua gerando debates sobre ética, inclusão e igualdade no esporte de alto rendimento.
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