Com a abertura da temporada da World Surf League (WSL) nesta quarta-feira (1º), em Bells Beach, o caminho para as Olimpíadas de Los Angeles 2028 muda. As novas regras de classificação reduzem o número de vagas via circuito e elevam o peso dos ISA Games e de eventos continentais no processo.
A principal mudança é a oferta de apenas cinco lugares por gênero, com limite de um atleta por país, no Championship Tour. Anteriormente, havia dez vagas masculinas e oito femininas, com até dois atletas por país. A alteração impacta diretamente potências como o Brasil.
O Brasil aparece entre os mais afetados pela redução, pois tradicionalmente costuma ter mais de uma vaga entre os primeiros colocados. Em Tóquio, por exemplo, o país levou quatro atletas classificados pelo ranking da WSL. O atual campeão mundial, Yago Dora, criticou o novo sistema, destacando incertezas sobre o calendário classificatório.
Além do ranking da WSL, os ISA Games ganham relevância ampliada neste ciclo olímpico. O torneio funciona como uma Copa do Mundo de surfe, reunindo resultados individuais e por país. Em 2028, serão dez vagas por gênero, com limite de um atleta por país, mais uma vaga adicional ao país vencedor das edições de 2026 e 2027.
Os eventos continentais também continuam como porta de entrada para LA 2028. No caso brasileiro, a qualificação ocorre por meio dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2027. Mesmo com as mudanças, o total de vagas permanece: 48 surfistas, divididas igualmente entre homens e mulheres, com máximo de três atletas por país.
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