Dorival Júnior foi afastado do Corinthians após a derrota por 1 a 0 para o Internacional, em plena Neo Química Arena, pelo Brasileirão. A demissão encerra um ciclo de nove jogos sem vitória e ocorre em meio a protestos da torcida organizada. A diretoria ainda não oficializou a data da saída.
A principal torcida organizada, a Gaviões da Fiel, criticou o desempenho coletivo e apontou falta de comprometimento dos jogadores. Segundo o grupo, houve repetidas conversas sem mudanças na atitude em campo, o que tería contribuído para a queda do técnico. A mensagem foi dita em rádio durante as manifestações após a partida.
Protesto no estádio e repercussões
Perto do estacionamento do estádio em Itaquera, cerca de 150 torcedores participaram do protesto. A liderança do movimento manteve o foco na necessidade de mudanças rápidas no vestiário e na comissão técnica. A atuação dos jogadores foi alvo de críticas por parte da torcida.
No curto prazo, o Corinthians retorna a campo pela Libertadores, contra o Platense, em Buenos Aires, na quinta-feira, e enfrenta o Palmeiras pelo Brasileirão no domingo, em casa. A torcida questiona o planejamento para o período de transição e o risco de manter o mesmo grupo técnico.
Futuro técnico e próximos passos
William Batista, responsável pelo time sub-20, dirige o time de forma interina até definição de um novo treinador. A diretoria mantém nomes como Fernando Diniz, ex-Vasco, e Tite, ex-Cruzeiro, entre as opções consideradas. A discussão interna envolve avaliação de perfil e disponibilidade para curto e médio prazo.
A dirigente da torcida deixou um recado claro aos dirigentes: caso haja persistência da desorganização, a possibilidade de eleição presidencial do clube pode ficar em risco. A observação visa pressionar por mudanças estruturais no clube.
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