A CBF reuniu 38 dos 40 clubes da Série A e B nesta segunda-feira, 6 de abril, em um hotel na Barra da Tijuca, RJ. O encontro apresentou um diagnóstico do futebol brasileiro e abriu espaço para ouvir os clubes sobre a criação de uma liga única, com mediação da própria entidade. Mirassol e Chapecoense não estiveram presentes.
O objetivo inicial foi apresentar pontos de melhoria no modelo de negócios do futebol nacional, mapeados em dez itens para comparação com ligas internacionais. A ideia central é unificar os blocos comerciais dos clubes com a mediação da CBF, visando maior transparência e sustentabilidade. Discurso dos dirigentes manteve foco em aperfeiçoamentos de arbitragem, comunicação e contratos, sem discordâncias relevantes durante as falas protocolares.
Ao final, relatos de participantes indicaram que a proposta é valorizada, mas não encarada como revolução. A percepção é de que a CBF assume posição proativa para melhorar o produto, sem pressa para mudanças radicais. Abaixo, veja os principais depoimentos que traduzem o clima do encontro e as prioridades discutidas.
CBF apresenta melhorias e abre debate
Entre as iniciativas discutidas, a arbitragem recebeu destaque, com o planejamento de implantar o impedimento semi-automático. A CBF informou que, em breve, os estádios ficam categorizados em fases de implementação, testes ou prontos para uso. A meta é iniciar a temporada com a tecnologia em funcionamento.
Foi anunciado um investimento de cerca de 195 milhões de reais em arbitragem, com foco na profissionalização e em treinamentos específicos para árbitros a partir de hoje. O tema é apontado como um dos principais problemas do futebol nacional, segundo dirigentes e a própria federação.
O presidente da entidade enfatizou que a CBF atuaria como mediadora, buscando unir os clubes na construção de uma liga forte, com participação ampla e governança compartilhada. O objetivo é tornar a ligadora entre as três principais do mundo, com gestão mais transparente e sustentável.
Reações entre dirigentes
O presidente do Palmeiras elogiou o movimento da CBF e reforçou a importância de valorizar o futebol como produto, defendendo que todas as equipes tenham peso igual na competição, independentemente da receita. Ele sugeriu excluir o Flamengo de uma possível nova liga para evitar desequilíbrios, ressaltando que nenhum clube é maior que o futebol brasileiro.
O presidente do Vasco criticou a situação de falta de união entre clubes brasileiros para a formação de uma liga. Disse que há carência de estrutura e ressaltou que investimentos de terceiros precisam do apoio de todos. Também citou desentendimentos com o Botafogo e Flamengo em questões de gestão, defendendo maior cooperação entre as agremiações para fortalecer o esporte.
Entre na conversa da comunidade