O Ministério Público assumiu a investigação sobre a confusão no Dérbi entre Corinthians e Palmeiras após uma audiência de conciliação no Jecrim da Neo Química Arena. As cenas de violência no túnel de acesso aos vestiários foram o estopim do litígio, que segue na esfera criminal. O Palmeiras rejeitou conciliação e pediu punição aos responsáveis.
O clube alviverde aponta que o preparador de goleiros do Corinthians, Luiz Fernando dos Santos, agrediu o atacante Luighi. A defesa é respaldada por depoimentos de cinco seguranças e por exames de corpo de delito. O Corinthians, por sua vez, diminui a gravidade da cena para evitar formalizações.
O delegado Cesar Saad, da Drade, informou que imagens mostram empurrões generalizados. O MP deverá solicitar perícias detalhadas e novos ângulos de câmera para esclarecer os fatos. A decisão pode indicar encaminhamento a julgamento ou arquivamento por falta de provas.
Progresso da apuração
O Ministério Público já teve a pretensão de impor uma transação penal de cinco salários mínimos a cada envolvido. Palmeiras contesta a medida, defendendo punição exemplar por violência que extrapolou a rivalidade esportiva. O Corinthians não deseja registrar acusações formais sem provas.
O jogo terminou empatado em 0 a 0, com duas expulsões no Timão: André, por gestos obscenos, e Matheuzinho, após revisão no VAR. A confusão pós-jogo ganhou mais espaço que o resultado, levando o MP a ouvir novas testemunhas.
O caso tende a se arrastar nas próximas semanas, com foco na proteção de túneis e acessos em futuros clássicos. O Palmeiras avalia ainda acionar o STJD contra funcionários do rival, conforme o andamento do processo criminal.
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