Tiger Woods ficou sob investigação por DUI após um acidente em Hobe Sound, na Flórida, em 27 de março. O carro dele pegou um trailer, capotou e ele foi preso na ocasião. O atleta foi liberado sob fiança e deve retornar ao tribunal no próximo mês.
Segundo os documentos apresentados pela acusação, Woods informou aos policiais que tomou várias medicações naquele dia, incluindo Vicodin, para pressão alta e colesterol, além de ibuprofeno. Ele negou ter consumido álcool. O teste de bafômetro mostrou ora álcool, ora não; o condutor recusou o teste de urina para substâncias.
A promotoria pretende usar as declarações de Woods, imagens de câmeras corporais e depoimentos de policiais como parte do processo. Os advogados de Woods contestaram a obtenção de registros de prescrições anteriores ao acidente, alegando privacidade e pedindo à Justiça avaliação sobre relevância do material.
Drones e conversas com o “presidente”
Cerca de uma hora após o acidente, Woods informou a um policial que havia inúmeros drones sobre sua casa, com câmeras GoPro nos dispositivos. Em outro momento, mencionou conversas com o que caracterizou como o presidente, sem especificar quem. As informações aparecem nos documentos do caso.
Donald Trump afirmou ter falado com Woods no mesmo dia, destacando que o atleta enfrenta dor devido aos ferimentos, mas que Woods está bem. Woods mantém há mais de um ano um relacionamento com Vanessa Trump, ex-dama de honra de Trump.
A defesa de Woods pediu proteção de registros e limites para eventual uso público de conteúdos, tais como registros médicos. A acusação deixou claro que pretende utilizar as evidências para sustentar o caso de DUI.
Situação processual e próximos passos
Woods, aos 50 anos, já havia sido condenado anteriormente por DUI e esteve envolvido em incidentes de carro, além de lidar com dor crônica e lesões graves. O título mais recente de grande escala foi o Masters de 2019. Woods continua respondendo pelo acidente atual e aguarda nova audiência.
O atleta já anunciou afastamento do golfe para tratamento de saúde. O juiz da Flórida concedeu permissão para viagens internacionais a um centro de tratamento involuntário, conforme decisão judicial, para um programa intensivo.
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