A World Athletics rejeitou nesta quinta-feira a transferência de nacionalidade de 11 atletas para a Turquia. A entidade citou uma estratégia coordenada de recrutamento liderada pelo governo turco como motivação para não prosseguir com os pedidos.
A decisão envolve atletas de quatro países: Quênia, Jamaica, Nigéria e Rússia. Entre os prejudicados estão pessoas com participação em Jogos Olímpicos e, em alguns casos, medalhistas olímpicos. A federação afirma que a prática compromete a integridade das competições.
Segundo o órgão, houve atuação estruturada de um clube estatal turco para atrair atletas por meio de contratos lucrativos, com o objetivo de competir sob a bandeira turca em eventos como os Jogos de Los Angeles em 2028.
Rojé Stona, campeão olímpico jamaicano no lançamento de disco em Paris 2024, figura entre os 11 atletas com a negativa. Outros nomes incluem Brigid Kosgei, prata na maratona de Tóquio 2020, e Rajindra Campbell, bronze no arremesso de peso em Paris 2024.
Entre os afetados também aparecem atletas emergentes, como Jaydon Hibbert e Favour Ofili, além de veteranos Kenianos como Brian Kibor, Catherine Relin, Nevin Jepkemboin e Sophia Yakushina da Rússia. A lista revela diferentes níveis de destaque internacional.
A World Athletics esclarece que a cidadania é apenas o ponto de partida para mudanças de nacionalidade. Ainda há critérios adicionais para confirmar uma ligação real do atleta ao novo país e para proteger a credibilidade das competições.
Entre as regras em vigor, está o intervalo mínimo de três anos entre a troca de bandeira e a estreia internacional pela nova seleção. Também é exigida demonstração de raízes e integração na nova pátria durante esse período.
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