A Eagle Football Holdings, controladora do Botafogo SAF, está sob administração após crise financeira que também atinge clubes europeus como Lyon e RWDM Brussels. A situação abre espaço para a venda de ativos, incluindo participação majoritária no Botafogo. A informação foi confirmada pelo Cork Gully, responsável pela administração, em reportagem do The Financial Times.
Com a reestruturação em curso, o grupo americano John Textor fica fora da operação; a gestão atual do Eagle Football busca ofertas para os ativos. Segundo apuração, a dívida do Botafogo ultrapassa R$ 2,7 bilhões, elevando o interesse de investidores nacionais e internacionais na SAF alvinegra.
Interessados na compra
Entre os interessados de peso, destaca-se John Elkann, presidente da Ferrari e líder do grupo Stellantis. A reportagem aponta que Elkann está avaliando a possibilidade de aquisição das ações majoritárias da Eagle Football. Além dele, outras ações de compra estariam em avaliação por fundos e empresas de investimento.
A lista de concorrentes mencionados pelo Tuttosport inclui Gerry Cardinale (RedBird Capital), Apollo Global Management, Sheikh Moe Al Thani, Alexander Knaster, Edward Eisler e a Iconic Sports de Jamie Dinan. Também aparecem nomes brasileiros ligados ao mercado financeiro, como Juca Abdalla e representantes do BTG Pactual.
Contexto e desdobramentos
A administração da Eagle Football reflete a crise financeira que afeta o portfólio sob gestão e condiciona o futuro do Botafogo SAF. A venda de ativos é ww vista como caminho para estabilizar dívidas e manter operações em clubes com passivos elevados.
No plano esportivo, o Botafogo precisa de soluções para continuidade e governança diante do cenário de endividamento. A administração tem prazo para avaliar ofertas e definir caminhos para a SAF, sem prejulgamentos sobre quem pode assumir.
Panorama esportivo e financeiro
A situação da Eagle acompanha o atual momento de negócios no futebol, com diversos clubes buscando novas estruturas societárias para enfrentar dívidas e impactos econômicos. A avaliação de ofertas deverá considerar a viabilidade operacional dos clubes sob a égide da Eagle.
No âmbito internacional, a crise financeira repercute também no futebol europeu, influenciando decisões de investidores e de gestão de ativos ligados a equipes de alto retorno e risco. A definição sobre o futuro da SAF do Botafogo ainda não tem data anunciada.
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