O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu excluir mulheres trans e a maioria de atletas com diferenças de desenvolvimento sexual (DSD) das competições femininas. A medida faz parte de uma nova política que visa proteger a categoria feminina, sob a alegação de vantagens físicas intensas.
A mudança vem após avaliação de evidências científicas que indicam que, mesmo com redução de testosterona, atletas XY-DSD mantêm vantagem significativa em várias modalidades. Dados citados pelo COI apontam desproporção em força, potência e resistência resultantes de puberdade masculina.
A decisão também estabelece que qualquer atleta participante na categoria feminina passe por um teste genético único, para identificação do gene SRY, presente no nascimento em muitos casos com traços masculinos. O teste seria feito uma única vez, com coleta simples de amostra.
Contexto e impactos
Segundo o COI, o novo protocolo busca equilibrar segurança, justiça e integridade competitiva. A mudança não pretende desconsiderar a dignidade de atletas trans ou com DSD, mas manter regras baseadas em evidência para o desempenho.
Atividades esportivas e conselhos de Federações acolheram a decisão como avanço em direção à equidade. Críticos questionam a aplicação prática e a possibilidade de efeitos psicológicos para atletas envolvidas.
Implementação e consequências
O COI enfatiza que a atualização deve proteger a integridade das competições, sem expor atletas a constrangimentos. A implementação incluirá mecanismos de proteção de dados, privacidade e bem‑estar físico e mental das atletas afetadas.
A proposta gerou debates entre organizações esportivas, atletas e comunidades. Fatos apontam que o objetivo é manter a competição justa sem perder o espaço de inclusão. As mudanças entram em vigor para os Jogos Olímpicos de 2028.
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