São Januário completa 99 anos enquanto a reforma do estádio segue travada. O Vasco continua sem iniciar as obras, aguardando a venda do potencial construtivo para destravar o financiamento da intervenção.
O clube usa a Transferência do Direito de Construir como alavanca financeira. A medida foi aprovada pela Câmara Municipal do Rio em 2024, sancionada pelo prefeito, e regulamentada por decretos no final do ano. Hoje o terreno pode gerar recursos para a obra.
A operação: o Vasco vende parte do seu potencial construtivo não utilizado, estimado em cerca de 280 mil m², para incorporadoras. A meta é levantar aproximadamente R$ 500 milhões para custear integralmente a reforma.
Duas empresas teriam apalavrado a compra de cerca de 60 mil m², o que não basta para o clube iniciar as obras. A diretoria prefere fechar a negociação principal antes de emitir a ordem de serviço, para reduzir o risco de paralisações.
Espaços em foco
O terreno Marapendi, na Barra da Tijuca, com aproximadamente 200 mil m², aparece como principal opção para absorver o volume maior do potencial. O espaço tem atraído interesse de incorporadoras e é visto como crucial no planejamento financeiro.
O antigo terreno do Terra Encantada também foi cogitado, mas a aquisição pela Cyrela e a vinculação ao Parque Olímpico reduziram essa possibilidade. Atualmente, não há definição formal sobre o início das obras.
Sem acordo definitivo, o Vasco não fixa prazo para o começo da reforma. Circulam rumores de iniciar após o centenário, em 2027, com uma partida comemorativa, mas a diretoria não considera esse cenário como ideal.
O objetivo da diretoria permanece acelerar o processo, assegurando segurança financeira para evitar interrupções. A estrutura jurídica e o apoio político já estão presentes; falta transformar o potencial construtivo em recursos efetivos para a reforma.
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