O Atlético informou, por meio do atual diretor financeiro e administrativo da SAF, Thiago Maia, o tamanho da dívida que envolve o clube. Em entrevista divulgada no canal Sports Market Makers, no YouTube, ele descreveu o endividamento como expressivo e apontou valores próximos de 1,7 bilhão de reais.
Segundo Maia, aproximadamente 1 bilhão de reais correspondem a dívidas bancárias ativas, com cerca de 600 milhões ligados à SAF e juros elevados pela taxa Selic, hoje em torno de 14,75% ao ano. Ele destacou ainda uma dívida de 400 milhões associada ao estádio, incluindo o CRI da arena, estimada em 300 milhões.
Além disso, o dirigente citou cerca de 400 milhões de dívida tributária, parcelada a longo prazo, sujeita às mesmas pressões de juros. O restante envolve diferenças entre contas a pagar e receber, totalizando o montante citado. Ele ressaltou que a soma destes itens resulta em 1,7 bilhão.
Composição da dívida
Maia detalhou a participação de cada bloco de endividamento e o peso dos juros anuais. A dívida com o estádio é apontada como principal entrave, devido aos encargos financeiros do CRI e ao impacto da taxa de juros no custo total.
Aporte esperado
Para reduzir o peso da dívida, está previsto um aporte de 500 milhões de reais na segunda quinzena de maio. O recurso deve quitar dívidas bancárias e permitir a reorganização financeira da SAF, com o objetivo de colocar o clube nos trilhos novamente.
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