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Primeira mulher auxiliar no Brasileirão fala sobre machismo no futebol

Primeira auxiliar técnica mulher no Brasileirão revela machismo no futebol e mira treinar equipe da Série A

‘A gente quer sobreviver’: primeira mulher auxiliar no Brasileirão fala sobre machismo no futebol
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Nívia de Lima, aos 44 anos, tornou-se a primeira treinadora a vencer uma partida na Copa São Paulo de Futebol Júnior e a primeira auxiliar de um time do Campeonato Brasileiro. A trajetória acontece na Chapecoense, onde comanda o sub-20 desde 2012.

Desde o início da carreira, ela enfrentou o machismo em um ambiente predominantemente masculino. A treinadora passou por diversas categorias da Chapecoense e, recentemente, integrou o staff do time principal em atividade no Brasileirão, em meio a uma comissão interina.

O marco no Brasileirão ocorreu em abril, quando Gilmar Dal Pozzo saiu e uma comissão assumiu temporariamente. Nívia foi promovida a auxiliar técnica do time principal, fortalecendo a presença feminina no clube e abrindo espaço para futuras oportunidades.

A jornada de Nívia começou acompanhando o pai aos jogos, onde era a única menina. A mãe também apoiou, abrindo espaço para que ela seguisse jogando e, mais tarde, para tornar-se treinadora, mesmo diante de resistência inicial.

Apesar das barreiras, Nívia diz ter percebido evolução no contexto do futebol feminino. Ela garante que o acolhimento no ambiente da Chapecoense foi mais sobre capacidade do que sobre gênero, sinalizando avanços na visibilidade da modalidade.

A profissional destaca que, ao longo dos anos, a pressão é maior para uma mulher que atua na beira do campo. Mesmo assim, reforça que a experiência adquirida fortalece o desempenho e a convivência com atletas e comissão técnica.

Entre os objetivos, Nívia almeja treinar uma equipe da Série A. Ela segue estudando e se qualificando, acreditando que o ambiente precisa ser mais propício para mulheres, com mais oportunidades e naturalidade na atuação feminina no futebol.

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