O Corinthians informou que pagou R$ 224,426 milhões em 2025 para amortizar a dívida com a Caixa Econômica Federal, referente ao financiamento da Neo Química Arena. O montante integra um conjunto de repasses que totalizou R$ 266,299 milhões, incluindo R$ 40,977 milhões advindos de uma vaquinha promovida pela torcida organizada Gaviões da Fiel e repasses operacionais de R$ 896 mil a uma empresa e a um fundo ligados à gestão da dívida.
Segundo o balanço financeiro apresentado pela gestão de Osmar Stabile, a dívida com a Caixa somava R$ 642 milhões em 31 de dezembro de 2025, integrante da dívida bruta total de R$ 2,723 bilhões do clube. Os pagamentos de 2025 corresponderam às parcelas trimestrais de juros e amortização do contrato. O contrato prevê ainda garantias como 100% dos naming rights do estádio e participação de receitas de bilheteria e de premiações, entre outras fontes, em caso de inadimplência.
O financiamento, renegociado em 2022 na gestão de Duílio Monteiro Alves, tem prazo de pagamento até 2041. A dívida é estruturada com amortizações crescentes a partir de 2025 e juros de 2% ao ano mais CDI, atualmente em 14,65% ao ano. Além disso, o contrato prevê uma conta reserva com o equivalente a quatro parcelas trimestrais do financiamento.
A Arena recebeu 38 partidas do time masculino em 2025, com público médio de 41.840 torcedores por jogo e renda média de R$ 3 milhões por evento. Em 2025, a bilheteria total foi de R$ 115 milhões, e a receita total associada à arena ficou em R$ 217 milhões. A diretoria descreveu a operação como superavitária sob o modelo atual, sustentado pela elevação de áreas de negócio, público e receitas.
A gestão também informou que o fundo que administra a dívida não apresentou demonstrações financeiras referentes a 2024 e 2025, após a liquidação extrajudicial da Reag/Arandu, decretada pelo Banco Central em janeiro de 2026. Em abril, a Asarock Asset Management passou a gerir o fundo, enquanto a Genial Investimentos CTVM assumiu a administração fiduciária.
O Corinthians sinaliza que busca renegociar os termos com a Caixa, buscando novas condições para o financiamento da Arena, mas não detalhou o andamento dessas tratativas no trecho do relatório enviado aos conselheiros. A performance da arena permanece um ponto crítico da gestão atual, com foco na viabilidade financeira do empreendimento.
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