O dono do Cruzeiro, Pedro Lourenço, encerrou 2025 com ganhos expressivos via sua rede de supermercados. Segundo dados da Abras, a empresa acumulou R$ 25.724.242.808 no ano passado. O montante posiciona a empresa entre as quatro maiores do setor no Brasil.
A notícia destaca o contraste entre o faturamento da rede de Lourenço e o desempenho do clube. Enquanto a empresa cresce significativo, o Cruzeiro registrou receita operacional líquida de R$ 599,17 milhões em 2025, ante R$ 282,7 milhões em 2024.
Historicamente, o faturamento da empresa de Pedro Lourenço é 41 vezes maior que o do Cruzeiro, segundo os valores divulgados. O clube tem visto evolução em patrocínios e direitos de transmissão, que contribuíram para o crescimento do caixa.
A tendência de 2025 foi impulsionada por patrocínios, que passaram de R$ 50 milhões para R$ 280 milhões, e pelos direitos de transmissão, que subiram de R$ 138 milhões para R$ 176 milhões. Esses números elevam o patamar financeiro do clube.
Contexto financeiro do Cruzeiro
O aumento de receitas acompanhou elevação de custos no futebol, gerando incremento da dívida, que passou de R$ 981 milhões para R$ 1,15 bilhão. Aproximadamente R$ 500 milhões estão vinculados à Recuperação Judicial da associação, iniciada em 2023.
Comparativo com o elenco
Segundo a plataforma Transfermarkt, o valor atual do elenco do Cruzeiro está estimado em 166 milhões de euros (aproximadamente R$ 996 milhões), evidenciando o desbalanceamento entre o faturamento da empresa e o valor de mercado do time.
Pouco mais de um ano após a recuperação financeira anunciada, os números destacam a diferença entre o setor varejista de Pedro Lourenço e a atividade esportiva do Cruzeiro, com impactos distintos sobre caixa e dívidas.
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