O documentário Zico, Samurai de Quintino chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30, e narra a trajetória de um dos maiores craques do Flamengo, reverenciado no Brasil e no Japão. A obra é assinada por João Wainer.
O filme aborda a origem de Zico, nascido no subúrbio do Rio e filho de imigrantes portugueses, até se tornar ídolo da torcida rubro-negra e referência do futebol-arte brasileiro. O título remete à ligação com a cultura japonesa.
Ao longo da produção, o público acompanha as joias técnicas do craque, especialmente as cobranças de falta próximas da área, que pareciam pênaltis com efeito. O documentário também recorre a passagens difíceis, como lesões e episódios na seleção.
A narrativa destaca o auge de 1982, com Sócrates, Falcão e outros craques, e a eliminação histórica diante da Itália. O filme também relembra a grave contusão causada por Márcio, do Bangu, que atrasou sua carreira.
Zico ainda enfrentou problemas históricos, como a suposta objeção da ditadura para convocação à seleção juvenil. O relato aponta as dificuldades como obstáculos a vencer, sem romantizar os fatos.
Entre os capítulos da biografia, o documentário revela a passagem do Flamengo para Udinese, a volta ao clube e a atuação internacional no Kashima Antlers, além de sua vida após a carreira de jogador.
Outras obras sobre Zico e futebol
Zico já foi tema de outros registros, como o longa Zico (2002), de Elizeu Ewald, que usa encenações para reconstruir a trajetória quando faltam imagens. O conteúdo também ganhou espaço em ficções para crianças.
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