O Campeonato Holandês corre o risco de ter 133 jogos anulados por uma polêmica envolvendo passaportes de jogadores. O debate envolve regras de dupla nacionalidade e autorização de trabalho, que podem tornar alguns atletas inelegíveis para atuar na Liga.
A controvérsia teve início após a goleada do Go Ahead Eagles por 6 a 0 sobre o NAC Breda, em 15 de março. Análises sugerem que o lateral Dean James poderia estar inelegível por ter escolhido defender a Indonésia, influenciando possíveis cuestionamentos legais sobre o resultado.
A defesa legal aponta que a abertura de mão da cidadania holandesa, associada à naturalização em outro país, pode exigir nova autorização de trabalho para atuar na Holanda. O NAC Breda acionou a KNVB e a federação passou a reavaliar a partida.
Caso nos tribunais
A KNVB mantém o resultado inicial, mas o NAC Breda recorreu, alegando descumprimento de regras pela entidade. A Justiça de Utrecht deve julgar o caso, e decisão favorável pode abrir precedente para repetição de jogos.
Pelas regras locais, jogadores sem cidadania da UE precisam cumprir exigências como salário mínimo e autorização de trabalho, além de comprovar que não houve procura por atletas europeus na função. Especialistas apontam que mudanças podem afetar o calendário.
O problema envolve ao menos 11 jogadores de oito clubes, incluindo Tjaronn Chery, que optou pelo Suriname e chegou a ser impedido de treinar por incertezas legais. Clubes como Ajax, Feyenoord, Telstar, Volendam, Heracles Almelo e TOP Oss avaliariam ações semelhantes.
A KNVB também investiga irregularidades ligadas ao uso de passaportes esportivos e à omissão de mudanças de cidadania, o que pode configurar emprego ilegal. O advogado da KNVB alertou para impactos no calendário caso mais clubes entrem com ações.
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