O escândalo envolvendo passaportes pode impactar até 133 jogos da Eredivisie, o Campeonato Holandês. A polêmica, batizada de Paspoortgate, envolve jogadores que teriam atuado sem visto de trabalho na liga. A KNVB analisa os possíveis impactos.
O NAC Breda acionou a Justiça após a derrota por 6 a 0 para o Go Ahead Eagles, pela 27ª rodada, alegando irregularidade na escalação de Dean James. James nasceu na Holanda e se naturalizou indonésio, o que, segundo a legislação local, pode exigir autorização para atuar na competição.
De acordo com a NOS, outros 13 jogadores, de oito clubes diferentes, também estariam em situação irregular ao defender seleções de Suriname, Indonésia, Cabo Verde, Togo e Trinidad e Tobago. Ao todo, 133 partidas podem ser afetadas pela interpretação do passaporte.
Aspectos legais
A legislação holandesa estabelece que cidadãos que adquirem outra nacionalidade perdem o passaporte holandês e passam a precisar de autorização de trabalho na Holanda.
Segundo Joost Verllan, especialista em direito esportivo, quem atua por seleções de fora da UE ou da Suíça precisa de autorização para trabalhar no país.
Desdobramentos na competição
A KNVB avalia medidas para o caso, com Marianne van Leeuwen destacando o potencial impacto de uma remarcação. A presidente afirmou que a liga pode sofrer danos de imagem se decisões saírem de campo para o que será decidido nos tribunais.
Por ora, o PSV já foi confirmado como campeão da Eredivisie, com cinco rodadas de antecedência. A temporada segue com atenção aos desdobramentos do Paspoortgate.
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