O Palmeiras encerrou a era de naming rights do Allianz Parque após 12 anos. A partir de agora, o Nubank assume a gestão do naming rights por 18 anos, com o nome do estádio a ser divulgado na segunda-feira, após votação entre torcedores.
Entre 2014 e 2026, o Allianz Parque sediou 348 jogos oficiais do clube, atraiu 8,7 milhões de torcedores e gerou repasses superiores a R$ 235 milhões ao Palmeiras pela exploração de propriedades da arena. O último evento com a nomenclatura antiga foi o empate com o Santos, em 3 de maio de 2026.
Mudança de parceiro e detalhes do acordo
O acordo com a WTorre, administradora da arena, teve efeito direto na rentabilidade do estádio. Em outubro de 2024, o clube fechou um acordo para encerrar disputas judiciais, somando R$ 117 milhões em pagamentos e benefícios. O repasse com a gestão anterior passou a evoluir a partir de 2024.
Com o acordo vigente, o Palmeiras passou a receber percentuais sobre a exploração comercial da arena, como camarotes, cadeiras e naming rights. O contrato com a Allianz rendia cerca de R$ 15 milhões anuais no início, valor indexado ao longo do tempo. O novo acordo prevê cerca de R$ 51 milhões anuais, com 15% do total para o clube e aumento gradual.
Projeções para 2026 e além
As receitas do clube com a arena cresceram desde o acordo com a WTorre. Em 2024, os repasses somaram R$ 40,5 milhões; em 2025, chegaram a R$ 72 milhões. O aumento decorre da revisão de percentuais e do fim de descontos aplicados anteriormente.
Para 2026, o Palmeiras projeta arrecadar R$ 78 milhões com propriedades do estádio, sem contar a bilheteria. O valor pode variar com o novo contrato de naming rights e com a atividade de shows e eventos.
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