O estudo realizado pelo Centro de Estudos Aplicados de Marketing (CEAM) da ESPM-SP revelou um abalo na identificação dos torcedores com a seleção brasileira. Em pesquisa com 400 torcedores de todas as regiões, 10% afirmaram que não torcerão exclusivamente pelo Brasil na Copa do Mundo de 2026. A conclusão aponta desinteresse crescente ligado ao desempenho da equipe.
O levantamento mostra que a fidelidade ao time cai conforme a avaliação do desempenho cai. Entre torcedores que classificaram o time com nota 4 ou menos, a fidelidade ficou em 57,4%. Em caso de eliminação, 3% migrariam para seleções europeias e 2,5% torceriam pela Argentina.
Mudança de identidade e Neymar
A pesquisa aponta uma desconexão geracional como parte do problema. Setenta por cento dos entrevistados entendem que a Seleção já teve papel mais significativo no passado, com maior sentimento de saudade entre torcedores com mais de 70 anos.
Neymar aparece como figura polarizadora: 56% o veem como indispensável, enquanto 30,5% não o convocariam. Jovens entre 18 e 34 anos mantêm a esperança no jogador, enquanto veteranos cobram mais desempenho institucional.
Novos nomes e esperança entre calouros
Entre a nova geração, nomes como Endrick, Estêvão e Luiz Henrique aparecem como pontos de consenso. O pesquisador Eduardo Mesquita afirma que esses jovens ainda não atraem cobranças por passados negativos.
Já veteranos do ciclo atual, como o lateral Danilo e o meia Lucas Paquetá, apresentam rejeição superior à aprovação, indicando mudança de percepção entre o elenco.
Perspectiva dos torcedores
Mesmo com o resultado médio de 6,67 para o time atual, parte da torcida mantém o sonho de conquistar o Hexa em 2026. Quase metade dos pesquisados acredita na conquista, demonstrando desejo de liderança técnica dentro do grupo.
As conclusões ressaltam a necessidade de alinhamento entre desempenho, gestão de elenco e identificação emocional com a torcida, para manter a conexão com o público na próxima Copa. Fontes: CEAM/ESPM-SP.
Entre na conversa da comunidade