Durante uma simulação de altitude, pesquisadores compararam homens e mulheres em prova de ciclismo. 17 ciclistas amadores, 9 homens e 8 mulheres, passaram por quatro sessões, incluindo duas provas de 4 km, uma em ar normal e outra sob hipóxia moderada.
O estudo, realizado pela EEFE da USP em parceria com a University of British Columbia e outras instituições, avaliou desempenho, fadiga neuromuscular e percepção de esforço sob hipóxia equivalente a 2.700 metros de altitude.
Os resultados mostraram quedas de rendimento semelhantes entre os sexos, com redução de 10% a 12% no desempenho. A fadiga muscular e a percepção de esforço também foram similares entre homens e mulheres.
A escolha de amostra de ciclistas amadores pode limitar a extrapolação para atletas de elite, segundo os autores. Ainda assim, os dados sugerem que, nesse tipo de exercício, o sexo biológico não influencia a resposta à baixa oxigenação.
Metodologia e dados
- Participantes passaram por quatro testes padronizados, com máscara de hipóxia controlada.
- Foram avaliados força muscular, atividade elétrica e sensação de esforço antes e depois das provas.
- A resposta hidrológica e ventilatória foi observada como mecanismo compensatório.
Implicações e próximos passos
- Resultados desafiam a ideia de vantagens sexuais sob hipóxia moderada em ciclismo.
- Pesquisas futuras devem testar atletas de elite e outras modalidades para confirmar a consistência do achado.
- O estudo foi publicado na American Journal of Physiology, ampliando o debate sobre desempenho em altitude.
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