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Secretário de Esporte de São Caetano deixa cargo após comentário sobre inclusão

Secretário de Esporte de São Caetano deixa o cargo após declarações consideradas capacitistas; promotoria investiga possível capacitismo institucional.

Mauro Chekin, então secretário de Esporte de São Caetano do Sul, faz gesto associado ao autismo em audiência na Câmara Municipal
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O secretário de Esporte de São Caetano do Sul, Mauro Chekin, deixou o cargo nesta sexta-feira, 8 de maio, após repercussão de declarações consideradas capacitistas em audiência na Câmara Municipal. A exoneração foi solicitada pela própria pasta, em comunicado divulgado pela prefeitura.

A fala polêmica ocorreu em 29 de abril, durante audiência com a vereadora Bruna Biondi. Chekin afirmou que não poderia atender ao pedido de inclusão de uma menina autista em aulas de natação, citando dificuldades práticas e afirmando não poder obrigar profissionais a trabalharem com deficiências.

Depois da repercussão, Chekin reconheceu o erro de abordagem, pediu desculpas e afirmou que buscará aperfeiçoamento no tema da inclusão. Ainda na sexta, o prefeito de São Caetano do Sul agradeceu a atuação do ex-secretário, que já era professor de educação física na prefeitura.

A 8ª Promotoria de Justiça de São Caetano do Sul abriu inquérito civil para apurar possível capacitismo institucional e omissão na implementação de políticas públicas inclusivas no esporte municipal. A investigação partiu de representação da vereadora e de uma deputada federal.

Segundo a Promotoria, as declarações de Chekin podem configurar preconceito contra pessoas com deficiência e violar princípios constitucionais como dignidade, igualdade e vedação à discriminação. A apuração segue em andamento.

O Ministério do Esporte repudiou as declarações, destacando que o poder público deve garantir acesso e participação de pessoas com deficiência no esporte, assegurando dignidade e inclusão. O Pronunciamento reforçou o papel social do esporte como ferramenta de cidadania.

O Comitê Paralímpico Brasileiro também se pronunciou, afirmando que a fala foi discriminatória e demonstra desconhecimento sobre o impacto transformador do esporte para a inclusão. O comitê lembrou a história de São Caetano do Sul como polo paralímpico regional.

A prefeitura de São Caetano do Sul informou não ter comentado oficialmente a exoneração nem o inquérito até o fechamento desta edição. Não houve confirmação sobre substituição no comando da Secretaria de Esporte, lazer e juventude.

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