O Botafogo recebeu nesta segunda-feira um transfer ban por tempo indeterminado, segundo a Fifa. A punição impede o registro de novos jogadores e é a terceira do clube em cinco dias, já somando outras duas sanções anteriores com duração de três janelas de transferências cada.
A dívida que motivou a sanção atual envolve a compra de Thiago Almada, hoje no Atlético de Madrid. Parte do valor já foi paga, mas houve atrasos na sequência do acordo firmado em fevereiro, segundo o ge. Além do montante da transferência, há multa prevista pelo atraso.
O clube busca que a Fifa suspenda as punições por meio de medida cautelar expedida antes da recuperação judicial da SAF. A sanção anterior ainda vigente envolve Rwan Cruz, adquirido do Ludogorets por dívida de abril, enquanto a segunda refere-se à chegada de Santi Rodríguez ao New York City.
Detalhes financeiros e contextos
Ao todo, o Botafogo deve R$ 1,1 bilhão apenas em valores a pagar pela contratação de jogadores, conforme balanço de 2025. Mesmo diante do cenário, o clube registrou faturamento bruto recorde de R$ 1,44 bilhão no ano.
As receitas foram fortemente impulsionadas por transferências de atletas, que renderam R$ 733 milhões, um aumento de 661% ante o exercício anterior. Luiz Henrique foi vendido ao Zenit, e Almada rendeu parte expressiva desse crescimento.
Premiações esportivas somaram R$ 269 milhões, com participações significativas de sócio-torcedor (R$ 52 milhões) e licenciamento/vendas (R$ 60 milhões). O Botafogo integrou o Mundial de Clubes da Fifa, ao lado de Palmeiras, Flamengo e Fluminense.
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