O Irã confiscou seis propriedades associadas ao ex-capitão da seleção nacional de futebol Ali Karimi, após ele ter apoiado os protestos antigovernamentais ocorridos em janeiro. A medida foi anunciada pelas autoridades do país.
Karimi, conhecido como o “Maradona asiático” pela sua habilidade, vive no exílio desde 2022. Ele apoiou publicamente as manifestações contra o governo nas redes sociais e também expressou apoio à monarquia derrubada pela Revolução Islâmica. A apreensão envolve dois imóveis comerciais e quatro residências.
A decisão foi comunicada pela agência de notícias Mizan, vinculada ao Poder Judiciário, que descreveu Karimi como um traidor da pátria e alegou que ele esteve amplamente ativo em apoio ao inimigo nos últimos anos. Segundo a nota, os bens foram identificados e confiscados por ordem judicial em benefício do povo.
Contexto recente
Em abril, o Poder Judiciário informou a liberação de ativos de Zahra Ghanbari, capitã da seleção feminina, após ela ter pedido asilo na Austrália em março. Quatro jogadoras e um membro da comissão técnica também buscaram asilo, mas cinco delas voltaram ao Irã posteriormente.
Além desses desdobramentos, a seleção masculina iraniana tem compromisso com a Copa do Mundo nos Estados Unidos, em junho. O caso de Karimi ocorre em meio a tensões diplomáticas e políticas que envolvem o apoio a protestos e a posição do governo iraniano.
Entre na conversa da comunidade