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Nívia, primeira auxiliar técnica na Série A, celebra chance, aponta barreiras

Nívia, primeira mulher a atuar como auxiliar técnico na Série A, ressalta abertura, mas aponta preconceito e barreiras estruturais que dificultam o crescimento no futebol masculino

Nívia de Lima em ação como auxiliar técnica da Chapecoense no empate com o Vitória, pela Série A do Campeonato Brasileiro
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Nívia de Lima, 44, tornou-se a primeira mulher a atuar como auxiliar técnica em uma partida da Série A, durante o empate 1 a 1 entre Chapecoense e Vitória, na Arena Condá, em Chapecó. O histórico aconteceu no mês passado.

A participação da pernambucana aconteceu em meio a uma comissão técnica interina, entre a saída de um treinador e a chegada de outro. Ela atua na base da Chapecoense há anos, ocupando funções de apoio técnico.

Entre os aspectos positivos, Nívia destacou o tratamento recebido no clube, que afirma não ter havido julgamento por gênero, mas sim pela competência dos profissionais. Ela integra a equipe técnica desde 2012.

Por outro lado, a profissional reconhece barreiras estruturais e preconceito ainda presentes no futebol, sobretudo na atuação masculina. Ela cita resistência histórica para o avanço de mulheres em funções técnicas.

Contexto e desdobramentos

Dados da CBF indicam crescimento da formação de treinadores mulheres, com aumento no número de certificações entre 2019 e 2021. A FIFA anunciou medidas para ampliar a presença feminina nos bancos de reservas.

A partir desta temporada, clubes de competições femininas organizadas pela FIFA devem ter pelo menos duas mulheres no banco, sendo uma delas técnica principal ou assistente, com investimentos para formação. A Copinha teve avanços recentes.

No Brasil, a presença feminina em treinadores ainda é pequena. Nesta edição do Brasileirão, apenas duas equipes tinham treinadora no início da competição, evidenciando o desafio de ascensão no futebol masculino.

Nívia ressalta que há mulheres capacitadas, mas o sistema precisa abrir mais espaço para oportunidades na base do futebol masculino, além de ampliar a participação em cargos altos.

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