Julio Casares, ex-presidente do São Paulo, não compareceu à terceira delegacia da Polícia Civil nesta terça-feira para depor sobre denúncias envolvendo o clube. O depoimento estava marcado para esclarecer dois dos três casos apurados pela força-tarefa.
A ausência ocorreu cerca de uma hora antes do horário previsto. Os advogados de Casares comunicaram o direito ao silêncio, e ele não terá nova oportunidade de prestar depoimento, segundo a defesa e a investigação.
Os investigadores afirmaram que a ausência não configura falta, mas representa a oportunidade perdida de Casares se manifestar. A força-tarefa ressalta que o material já coletado permite o avanço na apuração.
Desdobramentos da apuração
O caso envolve três inquéritos com o São Paulo como possível vítima. Dois temas dizem respeito a Camarotes e lavagem de dinheiro; o terceiro, corrupção no clube social, ainda não está vinculado ao ex-dirigente.
O Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), em conjunto com o Ministério Público, cuida da investigação, sob a supervisão do delegado Tiago Fernando Correia. O período investigado abrange 2021 a janeiro de 2026.
Em novembro passado, áudio divulgado pelo ge mencionou participação de Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base, e Mara Casares, ex-diretora feminina, cultural e de eventos e ex-esposa de Casares, em possível esquema que teria causado prejuízo ao clube.
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