O Flamengo encaminha renegociação de contrato de direitos de transmissão com a Rede Globo, rompendo com o modelo acordado pela gestão anterior para a Libra. O clube entende que contratos existem para serem reavaliados, especialmente diante da fragmentação de plataformas de transmissão. O tema envolve também a comparação com modelos alternativos de receitas de transmissão.
O presidente do Flamengo, Bap, afirmou que o acordo atual foi costurado de forma ortodoxa e repetia práticas das últimas décadas. Ele citou o uso de plataformas como a Amazon Prime Video, que pagou cerca de R$ 264 milhões por jogo, para questionar o valor de acordos com exclusividade e a necessidade de atualização tecnológica. A crítica também alcançou a cláusula que reduz a receita se um clube cai para a Série B, sem benefício correspondente quando sobe para a Série A.
Renegociação com a Globo e temas de transmissão
Bap indicou que pretende discutir mudanças no repasse em caso de rebaixamento e a possibilidade de maior valorização de jogos à medida em que a participação de outras plataformas se intensifica. O dirigente citou ainda a necessidade de repasses pela imagem de clubes e atletas usados por conteúdos como Cartola e fantasy game da emissora.
CBF e a criação da liga
Outra linha de atuação envolve a criação de uma liga nacional. Para Bap, a participação da CBF é fundamental para viabilizar o modelo, tornando o processo menos burocrático. O presidente do Flamengo afirmou ser favorável à liga, destacando que a entidade pode atuar como mediadora entre clubes e facilitar o diálogo, embora reconheça desafios de negociação entre as equipes.
Perspectivas e próximos passos
Segundo Bap, o desenho da liga no Brasil pode ampliar o valor agregado do futebol nacional, com estimativas de aumento no faturamento por conta de uma organização mais integrada de 380 jogos anuais. O dirigente vê a CBF como “stakeholder” relevante nesse processo, sem excluir possíveis ajustes na governança entre clubes e emissoras.
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