A Justiça do Rio de Janeiro aprovou, na quinta-feira (14), o pedido de recuperação judicial da SAF do Botafogo. A decisão envolve dívidas de 1,286 bilhão sujeitas ao processo, segundo a defesa da empresa. O benefício inicia com um período de proteção de 180 dias.
A 2ª Vara Empresarial da Capital autorizou a recuperação, com o juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima à frente do caso. O stay period suspende execuções, bloqueios e penhoras ligados à SAF durante esse intervalo.
O que aconteceu
A medida busca evitar a falência e promover a reorganização financeira do clube. A SAF afirma que o cenário financeiro é grave, agravado por sanções da FIFA, vencimentos antecipados de obrigações e liquidez restrita.
Quem está envolvido
Participam da decisão a SAF do Botafogo, credores e a Justiça do Rio. A FIFA mantém punições anteriores, incluindo transfer bans, que impactam negociações de jogadores e contratos.
Quando e onde
O aval ocorreu na Justiça do Rio de Janeiro, na última quinta, 14. A decisão oficializa a recuperação judicial da SAF alvinegra e ocorre em meio a prazos legais para apresentação de um plano.
Por quê
A recuperação judicial tem como objetivo renegociar dívidas, alongar prazos e reorganizar o fluxo de caixa. Parte do passivo total, superior a 2,5 bilhões, não entra no processo e continua sendo cobrado separadamente.
Próximos passos
A SAF tem até 60 dias para apresentar um Plano de Recuperação Judicial detalhando pagamentos, descontos e prazos. Credores votarão, e aprovação leva ao cumprimento dos termos; reprovação pode levar à falência.
Punições da FIFA
Mesmo com a recuperação, as punições da FIFA permanecem válidas. Entre os casos, estão dívidas relacionadas a contratações de Rwan Cruz, Santi Rodríguez e débito com o Atlanta United FC.
Impactos possíveis
Caso o Atlanta United fique sem acordo, pode haver perda de pontos no Campeonato Brasileiro. Dívidas anteriores ao pedido não podem ser renegociadas no âmbito da recuperação judicial e devem ser quitadas normalmente.
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