Felipe Anderson chegou ao Palmeiras em maio de 2024 com a imagem de jogador confiável, vindo de três temporadas sem perder jogo pela Lazio. Porém, a volta ao Brasil trouxe novos desafios: lesões frequentes e necessidade de adaptação ao calendário nacional.
O meia-atacante passou a conviver com dores na coxa esquerda, edema na coxa direita e inflamação no quadril ao longo de 2025, além de duas entorses no tornozelo esquerdo. No total, ficou ausente de 22 partidas, cerca de 16,3% dos 135 jogos do clube desde julho de 2024.
A mudança de ritmo é clara nos números: em 2024 foram 75 jogos pelo Palmeiras, frente a 50 por temporada na Lazio. Em 2025, 51 das 76 partidas disputadas até o momento. O elenco reconhece o cansaço acumulado no calendário brasileiro.
Pelo Palmeiras, o jogador passou a priorizar o aspecto mental e o ajuste tático, reduzindo quebras de ritmo para manter desempenho decisivo. O efeito já aparece: três assistências, dois gols e participação decisiva na classificação às oitavas da Copa do Brasil.
Ao longo da recuperação, ele passou a focar em segurar mais a bola, ampliar toques e trabalhar o jogo sem depender apenas da velocidade. O objetivo é manter a regularidade mesmo com cobranças e longos períodos de competição.
Rumo ao confronto com o Cruzeiro, às 21h de sábado, a expectativa é de nova chance em campo. A partida pode colocá-lo como opção de reserva para substituir Allan, suspenso na 16ª rodada.
A comissão técnica, liderada por Abel Ferreira, reforça a necessidade de manter a confiança e seguir o planejamento individual. O objetivo é que Felipe recomponha o condicionamento e reforce o protagonismo.
No geral, o cenário evidencia a diferença entre o futebol italiano e o brasileiro, com maior volume de jogos por temporada no Brasileirão. A recuperação física segue como prioridade para a continuidade do jogador no time.
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