Geovani Silva, ídolo do Vasco e ex-meia da seleção, morreu aos 62 anos em Vitória, Espírito Santo. Segundo a família, ele passou mal na madrugada desta segunda-feira, foi levado a um hospital em Vila Velha e não resistiu. A confirmação veio por meio de nota publicada nas redes sociais pela família.
Conhecido como “Pequeno Príncipe” pela torcida cruzmaltina nos anos 1980, Geovani destacou- se pela visão de jogo e pelos dribles. Ele atuou pelo Vasco em três períodos, conquistando títulos estaduais entre 1982 e 1993 e registrando 50 gols em 408 jogos pela equipe.
Geovani integrou a seleção brasileira, conquistando medalha de prata na Olimpíada de Seul em 1988 e o título da Copa América. A trajetória também incluiu passagens por clubes no México, na Alemanha e na Itália, até encerrar a carreira em 2002.
Trajetória e legado
Formado na Desportiva Ferroviária, o jogador reforçou o Vasco ao longo de diferentes fases, atuando ao lado de nomes como Roberto Dinamite e Romário. A camisa 8 ficou marcada pela construção de jogadas ofensivas e pela leitura de jogo apurada.
Na seleção, Geovani foi destaque desde a base, com títulos de 1983 no Sub-20, incluindo a Copa do Mundo e o Sul-Americano daquele ano, antes de chegar à equipe principal. Sua última fase como jogador ocorreu após muitas temporadas disputadas na indústria do futebol.
Saúde e homenagens
Segundo a família, nos últimos anos Geovani tratou a Síndrome de POEMS, doença multissistêmica rara. A nota familiar aponta que ele vinha enfrentando o quadro com tratamento adequado e mantinha-se ativo, dentro do possível.
Entidades ligadas ao futebol expressaram pesar pelas perdas. A Confederação Brasileira de Futebol ressaltou o talento de Geovani e sua importância na história do esporte brasileiro, especialmente pelo período de maior visibilidade do Vasco.
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