Carlo Ancelotti abriu espaço para discutir cenários no ataque da seleção brasileira, após receber perguntas sobre substituir um centroavante do Chelsea por um atleta com apenas 15 jogos pela equipe do Brasil. A liga europeia é mais intensa, mas o técnico enfatizou as dificuldades do calendário brasileiro para ajustes.
Dentro da CBF, assistentes apresentaram um argumento adicional: João Pedro ainda não balançou as redes pela seleção. Em oito jogos sob o comando de Ancelotti, o centroavante do Chelsea não marcou. A ausência de gols complica a avaliação de substituições.
Outros fatores pesam na discussão: as lesões de Estêvão e Rodrygo tiraram do time 38% do poderio ofensivo nas últimas dez partidas. Seis gols foram marcados por meio-campistas e defensores, restando cinco para os atacantes, com dois de Vinicius Júnior e Martinelli, um de Igor Thiago, de pênalti.
Uma conversa por vídeo entre Ancelotti e Neymar ocorreu dias antes da convocação. O atacante sabe que as regras serão rígidas e que haverá um período de quarenta dias de treinamentos intensos para alcançar boa forma física e técnico-tática, ajudando a desequilibrar jogadas e marcar gols.
Segundo um integrante da comissão técnica, Neymar já sabe que, se for chamado, poderá ter um protocolo rigoroso aplicado pelo treinador. “Nunca antes na sua carreira ele foi convocado sem saber se seria chamado”, afirmou a fonte.
Apesar do contexto, Neymar ainda não tem apresentado grande impacto nas partidas do Campeonato Brasileiro recentemente, incluindo confrontos com Recoleta e Coxa. A aposta é que, com uma participação mais decisiva na Copa, ele possa cumprir o papel de protagonista.
Análise do cenário
- A decisão envolve equilibrar necessidade ofensiva com o desgaste físico do calendário.
- A possível escolha por Neymar depende da adaptação ao ritmo exigido pela comissão técnica.
- A seleção busca manter o foco na competição e ampliar as opções de ataque, sem abrir mão da disciplina tática.
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