O treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) pode alterar o metabolismo mesmo após o término do treino. Pesquisadores analisaram como dois formatos de HIIT afetam composição corporal e gasto energético em jovens adultos com obesidade. O estudo foi publicado em 2025 na Scientific Reports e conduzido por Yang BaiQuan.
Durante oito semanas, participaram do estudo três grupos: WB-HIIT (corpo inteiro, exercícios de resistência sem equipamento), JR-HIIT (corda de pular, saltos de alta intensidade) e um grupo controle sem intervenção. Cada sessão alternava esforços intensos com pausas breves.
Ao final, ambos os HIITs reduziram peso, IMC e melhoraram força muscular em relação ao grupo sem treino. Em termos de gordura corporal, JR-HIIT apresentou maior redução, enquanto WB-HIIT mostrou maior ganho de massa muscular.
Efeito pós-exercício e metabolismos distintos
O estudo destacou o consumo excessivo de oxigênio pós-exercício (EPOC). WB-HIIT elevou o metabolismo por mais tempo após o treino, com maior uso de gorduras e carboidratos como energia.
Implicações práticas
Mesmo sem mudanças significativas na ingestão calórica, as alterações observaram-se principalmente pelo treino. Assim, HIIT pode favorecer saúde metabólica e composição corporal, variando conforme o formato escolhido.
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