O jogo de volta da semifinal do Brasileirão Feminino Sub-20, entre Ferroviária e São Paulo, ocorreu nesta quarta-feira (20). A partida aconteceu em Araraqua, com o Tricolor na equipe visitante. Durante o confronto, uma denúncia de misoginia ganhou destaque.
A zagueira Sarah Aysha, do São Paulo, acusou o maqueiro da Ferroviária de proferir xingamentos misóginos contra ela durante o duelo. Segundo a atleta, o funcionário teria dirigido a ela expressões pejorativas e ofensas sexistas. A denúncia ocorreu nos momentos finais da partida.
Sarah Aysha relatou que o episódio causou abalo emocional, chegando a passar mal no banco de reservas e a interromper temporariamente sua participação na partida. A árbitra Talita Ximenes de Freitas acionou o protocolo de racismo e misoginia diante da situação.
O São Paulo afirmou que não tolera qualquer tipo de preconceito e que está dando suporte à atleta, ressaltando o compromisso com o futebol feminino. O clube também determinou acompanhar o andamento das investigações pelas autoridades competentes.
A Ferroviária confirmou que o comportamento é inadmissível e não condiz com os valores da instituição. Em nota, o clube afirmou que vai apurar internamente o ocorrido e tomar as medidas cabíveis com base nas apurações.
Reação e desdobramentos
As equipes destacaram a gravidade do episódio e a necessidade de apuração rigorosa. O caso será acompanhado pelos clubes e pelos órgãos reguladores para esclarecer as circunstâncias e responsabilizar quem cabe.
As partes evitaram indicar novas informações enquanto não há conclusão oficial das investigações. A competição segue, com foco na evolução técnica das jogadoras e no compromisso com um ambiente mais seguro para todas as atletas.
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