O Conselho Deliberativo do Corinthians decidiu expulsar Andrés Sánchez do quadro associativo, por 112 votos a favor, 49 contra e seis abstenções, em reunião realizada no Parque São Jorge. A medida atende ao relatório do Comitê de Ética e encerra investigação sobre usos indevidos de cartão corporativo. A soma indicada chega a R$ 480.169,60, já com correção monetária.
Andrés Sánchez não participou da votação devido a medida cautelar que o proíbe de frequentar o clube. Ele tentou obter uma liminar para se defender, mas não teve sucesso. O ex-presidente foi representado por advogados durante a sessão.
Os torcedores presentes do lado de fora reagiram com celebração, rojões e cantos. A comemoração ocorreu antes do fim da votação, em meio a forte policiamento nas proximidades do estádio. Faixas de apoio ao ex-presidente foram exibidas pela manhã, mas removidas posteriormente.
Detalhes do episódio
Durante a reunião, houve distúrbios internos entre dirigentes. O vice-presidente Armando Mendonça tentou acompanhar o processo, mas foi impedido pelo presidente do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão, conforme orientação da convocação que restringia a participação da diretoria executiva.
O ex-presidente Mário Gobbi chegou a sugerir a suspensão como pena, em vez da expulsão, mas a proposta foi rejeitada. A deliberação final manteve a expulsão, conforme recomendação do Comitê de Ética.
Contexto jurídico e institucional
Além da decisão interna, Andrés Sánchez é alvo de apurações do Ministério Público, relacionadas aos gastos no cartão corporativo. Em dezembro, Sánchez e Roberto Gavioli foram denunciados por lavagem de dinheiro e crimes tributários, denúncia rejeitada pela Justiça em 14 de março, com recurso do MP.
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