O Botafogo e a Eagle Bidco fecharam um acordo neste domingo, 24 de maio de 2026, para encerrar disputas judiciais envolvendo a SAF do clube. As partes passam a avaliar conjuntamente propostas de interessados na aquisição da SAF, em meio a dificuldades administrativas e financeiras.
O entendimento estabelece que a Eagle Bidco detém 90% das ações da SAF, enquanto o futebol social mantém os 10% restantes. O acordo foi visto como um cessar-fogo entre os acionistas, sucedido à decisão do STJ que devolveu poderes políticos à holding, mantendo Eduardo Iglesias no comando da SAF.
Três propostas formais já foram apresentadas para a compra da SAF. Entre os interessados estão a GDA Luma Capital Management, um fundo do Texas, e John Textor. A GDA é apontada como favorita pela condução de reestruturação de ativos em dificuldade financeira. A empresa já investiu na gestão associada a casos como o Cirque du Soleil.
A GDA Luma concedeu empréstimo de US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 140,25 milhões) à SAF em fevereiro de 2026, a pedido de John Textor. Não há prazo definido para a conclusão da análise das propostas nem para possível mudança de controle da SAF.
O acervo financeiro influencia o futebol do elenco. O zagueiro Alexander Barboza foi negociado com o Palmeiras, influenciado pela pressão econômica. O volante Danilo, convocado pela seleção brasileira, está afastado pela diretoria e pode ser negociado após a Copa do Mundo de 2026 para dinamizar as receitas.
Propostas de compra e desdobramentos
- Três interessados apresentaram ofertas formais, com visto de potencial comprador para a SAF.
- O cenário atual envolve avaliação conjunta entre Botafogo e Eagle, sem prazo definido para decisão.
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